A artista Armanda Duarte revela um percurso de grande consistência, contando com um extenso currículo de exposições individuais e coletivas e de residências artísticas desde os anos oitenta. Encontra-se ainda representada em diversas coleções públicas e privadas como Culturgest-Caixa Geral de Depósitos; Fundação EDP; Ivo Martins; Pedro Cabrita Reis; entre outras. A sua prática artística levanta questões sobre o lugar, o tempo e o corpo que são determinantes na perceção da sua obra singular e, muitas vezes, mínima, que integra o desenho, instalação e performance. É um trabalho rigoroso, mínimo e, por vezes, discreto, que reorganiza objetos comuns, de modo a colocar um espanto subtil em evidência. Encontra-se no seu trabalho um lugar íntimo de pesquisa e com resultados inesperados, de consequências, causas e efeitos de quem observa de forma cuidada o tempo de cada objeto, em cada lugar, na relação com o seu próprio corpo. A peça quinto dedo representa uma destas ações mínimas, sendo ainda objeto de uma ação performática. [CAAC 2023]